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histÓria – Antes de 1952
Ovar foi sempre uma terra sossegada e calma. Os "sinais exteriores" de desassossego que caracterizam a vida moderna chegaram a cidade há relativamente pouco tempo. Até há quarenta anos ou menos , discotecas e bares não os havia, e mulheres nos cafés, à noite, contavam-se pelos dedos. Apenas em duas ocasiões excepcionais o bulício do "mundanismo" fazia a sua efémera aparição anual na praia, no verão, e no carnaval, no inverno. Nesses tempos, diz-se que os vareiros "eles" e "elas" perdiam alguma vergonha no carnaval. De certo modo assim era, porque até onde a memória nos leva, vemos o Carnaval em Ovar como a válvula de escape da loucura que os vareiros domavam dentro de si. E durante os três dias e as três noites, longas quanto baste, que antecedem a quarta-feira de cinzas, "eles" e "elas" trocavam entre si as momices que a quadra exigia e que a moral só permitia nessa quadra. Após 1945, termo da II Grande Guerra, nos vários bairros, começaram a organizar-se grupos de amigos e conhecidos primeiro porque, em grupo, a vergonha era mais fácil de perder, depois porque o número aumentava a força. Não tardou muito que o bairrismo começasse a espicaçar as ideias. As rivalidades foram aguçando artes e engenhos. Começaram a aparecer os carros dos bairros e a fama do Carnaval de Ovar correu célere. As ruas do centro da então vila enchiam-se de gente no domingo gordo e na terça-feira seguinte. Chega-se a década de 50, a farra já não era só ao domingo e terça sábado a noite já se dançava oficialmente e a segunda-feira, pelo menos à tarde, era incluída, no calendário folião de centenas de famílias ovarenses. E antes, havia os preparativos e os ensaios. Já haviam mascarados na noite do Ano Novo. ..:: [ antes de 52 ] [ Anos 50 ] [ Anos 60 ] [ Anos 70 ] [ Anos 80 ] [ Anos 90 ] ::..
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