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histÓria - Os anos 60
Em 1961, "ventos progressistas" chegam ao entrudo
e, pela primeira vez na sua história de quase 10 anos
(até 1952 foi a "pré-história"),
a Raínha do Carnaval foi uma mulher "propriamente
dita", isto é, adoptou-se, também no Carnaval,
a "regra geral", a normalidade, que substituiu o
uso de o Rei casar com uma Rainha-Homem.
Ano após ano, a norma ganha terreno e
o Carnaval segue entre barreiras e vedações,
rege-se por regras e convenções. A espontaneidade,
o inventar hoje para usar amanhã, vão dando
lugar ao planeamento. A estratégia é necessária uma vez que se investem
somas já consideráveis.
Pela primeira vez, em 1963, o "corso"
sai nos dois dias grandes do Entrudo: Domingo e Terça.
Fomos à procura do mais marcante da década de 60 e verificámos que o tempo ditou novas formas de desfile, novos hábitos e novas histórias pra contar.
Depoimentos de: Manuel Martins, Rosinha Assunção, Helder Costa, Zé Penicheiro, Rosinha Peralta, João "Cachimbó", José Oliveira, Américo Silva .
Captação e edição de imagem: Guilherme Terra.
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